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Medicamentos autorizados em 2025 reforçam acesso a terapêuticas essenciais em Portugal

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Medicamentos autorizados em 2025 reforçam acesso a terapêuticas essenciais em Portugal

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29 jan 2026

Em 2025, o Infarmed autorizou a introdução no mercado de 928 novos medicamentos, num ano marcado por um forte contributo dos medicamentos genéricos e pela relevância da indústria farmacêutica nacional no acesso a terapêuticas seguras, eficazes e de qualidade.

Do total de medicamentos autorizados, 79% correspondem a medicamentos genéricos, confirmando a importância deste segmento na promoção da concorrência e na sustentabilidade do sistema de saúde. Destaca-se ainda a autorização de 236 medicamentos de indústria nacional, bem como de 38 medicamentos considerados essenciais, ou seja, fármacos indispensáveis às necessidades prioritárias de saúde da população e para os quais deve ser assegurado um abastecimento contínuo e regular no sistema de saúde.

Áreas terapêuticas em destaque

A análise dos medicamentos nacionais aprovados em 2025, por procedimento nacional e por procedimentos descentralizados (DCP, na sigla em inglês) e de reconhecimento mútuo (RMP, na sigla em inglês), evidencia uma maior representatividade em áreas terapêuticas prioritárias.

O sistema nervoso central assume particular destaque, concentrando 22,5% do total de medicamentos autorizados por procedimento nacional, seguido do aparelho cardiovascular (17,8%) e dos medicamentos relacionados com o sangue (15,3%). Os medicamentos antineoplásicos e imunomoduladores representam 12,7%, refletindo a aposta contínua em terapêuticas para doenças oncológicas e autoimunes.

Outras áreas relevantes incluem as hormonas e medicamentos usados no tratamento das doenças endócrinas (10,3%), os anti-infecciosos (7,0%) e os medicamentos do aparelho digestivo (3,0%). As restantes áreas terapêuticas apresentam uma distribuição mais residual.

Autorização de primeiros medicamentos genéricos

Em 2025, foi igualmente autorizada a introdução no mercado de vários primeiros medicamentos genéricos, alargando as opções terapêuticas disponíveis e contribuindo para a redução de custos para os utentes e para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Entre os primeiros medicamentos genéricos autorizados em 2025 incluem-se o tafamidis, 20 mg, cápsula mole, no âmbito do sistema nervoso central, o mirabegrom, 50 mg, comprimido de libertação prolongada, para o aparelho geniturinário, a adenosina, 30 mg/10 ml, solução para perfusão, na área do aparelho cardiovascular, o paracetamol + cafeína, 500 mg + 65 mg, cápsula mole, na área dos analgésicos e antipiréticos do sistema nervoso central, e a mitomicina, 40 mg, pó para solução intravesical ou para solução injetável ou para perfusão, integrada nos medicamentos antineoplásicos e imunomoduladores.

Foram ainda autorizados como primeiros genéricos a associação empagliflozina + metformina e a empagliflozina, no grupo dos antidiabéticos orais, o dienogest + valerato de estradiol, na área dos anticoncecionais, o lauromacrogol 400, solução injetável, como venotrópico, o edoxabano, no grupo dos anticoagulantes e antitrombóticos, bem como a atorvastatina e a associação rosuvastatina + ezetimiba, ambos no grupo dos antidislipidémicos.

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